ACM Neto: o que as pesquisas não dizem, a realidade nos conta

No “reino” do prefeito “Netinho” Salvador é vendida como a cidade do turismo, como diz o ditado popular, pra “inglês vêr”

Governador Rui Costa (PT): caviar para a classe média e os turistas, lata de sardinha para os trabalhadores

O governador do PT declara que é preciso criar linhas especiais para atender um setor da classe média que não se sente atraída pelo transporte coletivo de Salvador.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Netinho de peixe, peixinho é: sobre o escândalo da merenda escolar de Salvador

|Por Jean Montezuma, presidente do PSTU/BA

Primeiro foi a licitação recheada de irregularidades que renovou por mais 25 anos o domínio da corja do SETPS [Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador] sobre o transporte público. Depois vieram as denúncias de desvio de verbas que deveriam ser destinadas ao auxílio dos desabrigados com as chuvas, e em seguida a investigação do Ministério Público a respeito do desvio de 40 milhões dos cofres municipais e celebração de contratos ilegais que culminou na queda do secretário de gestão Alexandre Paupério. Agora, a mais nova e grave denúncia envolvendo a prefeitura se refere a merenda escolar que tem como ingredientes um contrato pra lá de duvidoso e um produto que acabou indo ser vendido ilegalmente em Brasília.

O cheiro que exala desse caso não é bom, um mal odor típico daqueles peixes podres descartados em fim de feira. Em primeiro lugar, a prefeitura contratou como fornecedora de alimento para merenda escolar da rede municipal de ensino uma empresa alvo de investigação pela Polícia Federal. É isso mesmo, a empresa Vitalmar foi investigada por uma força tarefa que envolveu Polícia Federal e o Ministério Público. O motivo da investigação? Denúncia de irregularidades na prestação de serviços, adulteração de produtos e mais alguns crimes. Mas, como isso não importa para prefeitura a administração de ACM Neto (DEM) fechou um contrato para o fornecimento de 13 mil quilos de canção a um custo de 208 mil reais. O interessante é que a empresa contratada nem sequer é da Bahia, o que consequentemente eleva o valor do contrato, pois nele se incorporam os custos com logística de transporte, pagamento de impostos e outros.

Em segundo lugar, a transação em si dispara o alerta de que tem coisa errada no ar. O valor da compra [R$208 mil], e a quantidade comprada [13 mil], chamam atenção e sugerem possíveis irregularidades e desperdício de dinheiro público. Por que contratar uma empresa de fora da Bahia sendo que o nosso estado tem o maior litoral do Brasil e uma vasta oferta de peixes? Não sairia mais barato contratar um fornecedor ou fornecedores locais? E toda essa quantidade de peixes que não serão consumidos e precisarão ser guardados durante longo período? E os custos extras que serão gerados para acondicionar corretamente todo esse alimento altamente perecível? Por que celebrar um contrato com uma empresa investigada pela justiça com denúncias graves de adulteração de preços e produtos? Todas essas e muitas outras perguntas até agora seguem sem respostas.

Enquanto o prefeito foge do assunto, o secretário Bellintani tem dado declarações que colocam a prefeitura num papel de vítima, de surpreendida com as denúncias, uma estratégia óbvia para tentar se livrar de qualquer responsabilidade. Não acreditamos nessa conversa fiada de ACM Neto e Bellintani, a verdade é que a prefeitura tentar usar mais uma vez a estratégia já utilizada nos casos de corrupção e irregularidades anteriores; desconversar, fazer-se de desentendidos, dar respostas genéricas e superficiais e de modo algum ir a fundo para apurar o caso. 

No mês passado ACM Neto optou por perder o anel para não perder os dedos na ocasião da grave denúncia de desvio de verba envolvendo o secretário Paupério. Para abafar o caso Neto desligou o secretário e moveu as peças para evitar que a investigação fosse a frente, inclusive usando seu peso na Câmara de Vereadores para evitar qualquer possibilidade de CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito]. É preciso denunciar qualquer tentativa de operação abafa. O PSTU [Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado] defende a realização de uma investigação independente e que todas as irregularidades sejam devidamente apuradas e os envolvidos punidos.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Greve dos petroleiros precisa ser apoiada pela sociedade brasileira

|Por Dalton Francisco, geólogo aposentado da Petrobrás

As mobilizações iniciadas no dia 29 de outubro de 2015, a partir dos cinco sindicatos da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), ganham corpo a cada dia com o inicio da greve nas bases Federação Única dos Petroleiros (FUP)– desde o último domingo, 01/11. E, como sempre fizeram, desde o inicio do movimento grevista que os gestores da Petrobrás aplicam práticas antisindicais contra o legítimo direito de greve da categoria petroleira.

“O Plano de Negócios e Gestão da Petrobras é ruim para a sociedade brasileira e para a vida de milhares de trabalhadores que estão sendo demitidos pelo país afora”. Essa informação já foi anunciada pela FNP.

Só o escândalo da corrupção, onde todas as grandes empreiteiras do Brasil estão envolvidas e comprometidas, já demitiu mais de 120 mil trabalhadores petroleiros terceirizados. Agora, de novo, o objetivo do governo do PT, junto com PSDB e PMDB, é privatizar a Petrobrás, vendendo esse “peixe podre” como solução para a corrupção praticada pelas empresas privadas. Ninguém desmente, que, na verdade, trata-se de um antro de ladrões “querendo” dar concerto à corrupção generalizada.

A venda de ativos e a redução de investimentos fazem parte do Plano de Negócios e Gestão da Petrobras para reduzir o nível de endividamentos, causado pela corrupção. Os trabalhadores não devem pagar essa conta passada a mão pelos grandes empresários. Não é à-toa que o governo Dilma (PT) oferece um reajuste abaixo da inflação e quer cortar direitos sociais historicamente conquistados na luta dos petroleiros.

Todos os trabalhadores sabem que enquanto dura a greve, todos os contratos de trabalho estão suspensos. Isso significa que não há subordinação do trabalhador com nenhum gerente. Toda negociação de efetivo e produção é realizada entre sindicato e empresa. Somente seguindo fielmente a orientação do sindicato é que podemos garantir a preservação dos empregos e barrar a nova tentativa de privatização da Petrobrás, levada a cabo pelo governo do PT, junto com PSDB e PMDB.

Os trabalhadores petroleiros da Petrobrás descobriram o petróleo para o Brasil. Desde então, eles muito têm lutado para garantir a permanência desse patrimônio para os brasileiros. Os petroleiros sempre estiveram nas linhas de frente de todas as lutas contra a entrega do petróleo do Brasil para as multinacionais. Os petroleiros também ocuparam posições estratégicas importantes nas trincheiras montadas contra a covardia da ditadura militar no Brasil.

Quando FHC (PSDB) derrotou os petroleiros em 1995, o resultado foi a quebra do monopólio estatal do petróleo. Para isso FHC também contou com o apoio massivo da TV Globo, nada diferente do apoio recebido pela ditatura militar.  E o pior dos efeitos foi a continuidade dos leilões de petróleo, realizados pelo governo do PT, apoiado por centrais e sindicatos cooptados. E a TV Globo segue com a mesmo postura, agora apoiando o governo do PT e a patronal, contra os trabalhadores.

Via leilões, tanto o governo do PSDB como do PT, venderam a preço de banana gigantescos campos de hidrocarbonetos para empresas estrangeiras. O campo de Libra, o maior deles, foi dado de mão beijada às empresas estrangeiras, no governo Dilma.

Então, a luta dos trabalhadores petroleiros não é uma luta apenas econômica, é uma luta pela conquista da soberania nacional. Ou seja, pela melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e da imensa maioria do povo brasileiro. Além disso, os trabalhadores petroleiros trabalham sempre expostos a riscos físicos (mutilando-os e matando-os) e riscos químicos extremamente tóxicos e cancerígenos para produzir energia que move o país.

Somente conhecendo esse contexto histórico é possível compreender e entender o porquê da greve dos petroleiros. Uma greve necessária e que precisa ser apoiada por toda a sociedade brasileira. Juntos, temos que impedir o governo Dilma (PT) de continuar arruinando a vida dos trabalhadores brasileiros, achatando cada vez mais seus salários e retirando seus direitos conquistados na luta árdua contra a patronal.

Plano Diretor de Salvador: exclusão da população negra e benfeitoria ao capital imobiliário

|Por Roberto Aguiar, geógrafo e militante do PSTU/BA

Desde agosto do ano passado, a prefeitura deu início ao processo de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador – PDDU* (Lei nº 7.400/2008), assim como da Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação Urbana do Solo – LOUOS (Lei nº 3.377/84). Como nas demais médias e grandes cidades brasileiras, o planejamento urbano da capital baiana, apresentado pelo prefeito ACM Neto (DEM), é excludente, voltado para o mercado, atendendo unicamente os interesses do grande capital imobiliário.

A minuta do PDDU desconsidera a cidade como o espaço onde se desenrola e ganha sentido à vida cotidiana, como construção humana, produto histórico-social de uma série gerações. Toda a lógica do PDDU é baseado apenas no uso espaço urbano e sua apropriação pelo setor imobiliário, isto é, condiciona o uso do espaço da cidade à sua condição de mercadoria. Não é à toa que logo no artigo 8º, §2º, a minuta afirma que função social da propriedade é um direito de usufruto reservado a proprietários. Nessa lógica, a cidade de Salvador se resume à restrita parcela de pessoas que têm propriedade imobiliária. Logo, a maior parte da população que vive em condições de informalidade, sem acesso à terra urbanizada, alijada de direitos sociais e humanos fundamentais e do direito à cidade, está excluída do PDDU.

A exclusão é tão absurda que diante a mais de 500 páginas da minuta, o tema racial está sintetizado em apenas três parágrafos. Salvador é a cidade mais negra do País, 51,7% da população, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/Censo 2010). A maioria esmagadora da população negra reside nas periferias, morros e encostas. Em bairros onde há maior carência de infraestrutura técnica (redes de abastecimento, iluminação, esgotamento) e social (escolas, postos de saúde, áreas de lazer). A proposta de PDDU é manter o povo negro e pobre nesta situação, garantindo o avanço da população branca e rica nos espaços dotados de infraestrutura e belas paisagens naturais, como a orla do Atlântico.
A proposta de PDDU é tão absurdamente voltada ao grande capital imobiliário que retrocede em medidas adotadas no PDDU de 2007-2008. É o que ocorre com assentamentos de população remanescente de quilombos e comunidades tradicionais vinculadas à pesca e a mariscagem. Simplesmente, exclui a referência cultural negra dos quilombolas e das comunidades tradicionais.

Quanto aos imóveis subutilizados ou vagos, a minuta simplesmente ignora este tema. De acordo com os dados do Censo de 2010, a cidade de Salvador tem 101.297 domicílios vagos. Seria possível requalificar, restaurar e garantir moradia popular a quem precisa, utilizando parte significativa desses imóveis. Mas não poderemos esperar uma proposta dessa magnitude de ACM Neto. A temática é simplesmente ignorada, sendo que a Região Metropolitana de Salvador tem um déficit de 128,6 mil habitações, sendo que 75% desse total está concentrado na sede da região metropolitana. Salvador tem, portanto, um déficit habitacional de 93 mil habitações, o quarto maior do país, menor apenas que São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, como aponta os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

O favorecimento ao capital imobiliário é tão descarado que a proposta de PDDU permite o sombreamento de praias, a ausência de regras para a verticalização da cidade, a construção de prédios no entorno de parques urbanos e a supressão de 3,5 mil hectares de espaços de proteção ambiental. A coisa é tão feia que até as determinações do indecente Estatuto das Cidades e da Lei Orgânica de Salvador são desrespeitadas.

Lutar para barrar o PDDU
Sem dúvida nenhuma esta proposta de PDDU não serve ao povo pobre, negro e trabalhador de Salvador. ACM Neto e sua turma sabem disso, não por acaso todo o projeto vem sendo enfiado goela abaixo da sociedade com a ajuda de seus secretários e da bancada de vereadores governistas. Audiência públicas de mentira foram convocadas só para cumprir a agenda e dizer que ouviu a população, quando na verdade esta se quer foi convocada para debater.

A tarefa que cabe aos movimentos sociais e às organizações da esquerda socialista e combativa é lutar para impedir a aprovação deste projeto. O primeiro passo é organizar uma frente de luta que organize debates e mobilizações com os setores excluídos por este projeto, ou seja, com a maioria da população.

Nesse debate não podemos deixar de compreender a cidade enquanto realidade material, revelada através do conteúdo das relações sociais que lhe dão forma. Relações sociais essas que se revelam na ocupação diferenciada e desigual do espaço urbano. O capitalismo deu ao espaço urbano um caráter econômico, elemento de realização da produção do capital. Logo, os projetos urbanos apresentados pelos governantes estarão à serviço desta lógica da reprodução do capital, do espaço urbano como mercadoria.

Cabe a nós o dever de apresentar um programa que caminhe na lógica inversa, que apresente uma saída na lógica da classe trabalhadora. Devemos levantar a bandeira do fim da especulação imobiliária, expropriando os terrenos destinados a este fim para construir escolas, hospitais, casas populares e creches públicas; expropriação dos imóveis subutilizados e fechados, destinando-os à moradia popular; valorização e requalificação das áreas históricas, quilombolas e tradicionais; projeto de mobilidade urbana que parta pela municipalização do transporte público, com tarifa social e passe livre para os estudantes e desempregados; defesa dos espaços de proteção ambiental, proibindo a construção de obras em seu em torno.

Só assim poderemos apresentar uma outra concepção de cidade e de espaço urbano, partindo do pressuposto das necessidades sociais do povo pobre e trabalhador, rompendo com a lógica mercadológica do capital e seus governos de plantão.

*Alguns dados deste artigo foram retirados do site – www.participasalvador.com.br

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Administrações do PT em Camaçari se afundam em escândalos de corrupção

Enquanto isso, os serviços públicos vivem uma grave crise

|Professor Carlos Nascimento, Presidente do PSTU Camaçari/BA

Seguindo os tristes exemplos de figuras nacionais do PT e do Governo Dilma,  envolvidas em escândalos de corrupção, que estão sendo investigados especialmente nas obras da Petrobrás, as administrações do PT na Prefeitura de Camaçari também estão metidas em um verdadeiro "mar de lama".

Depois do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) condenar a direção do Projeto "Cidade do Saber" por um desvio de verbas que superou 7 milhões de reais, agora o mesmo TCM rejeitou as contas do último ano de mandato do ex-prefeito petista e atual deputado federal, Luiz Caetano.

Nas eleições do ano que vem, Caetano quer voltar a Prefeitura de Camaçari, mas já foi multado pelo escândalo na Cidade do Saber e agora foi condenado a devolver uma grande quantia aos cofres públicos - 4,5 milhões de reais. Ele ainda vai recorrer da sentença, mas estes escândalos de corrupção são mais uma demonstração que o PT passou a governar da mesma forma que os partidos da velha direita, como DEM, PSDB e PMDB.

Na atual prefeitura assistimos a um caos nos serviços públicos. Na saúde, os postos de atendimento sofrem com falta de materiais, e os profissionais tem dificuldade inclusive de garantir os exames de mamografia da campanha do Outubro Rosa.

Na educação, os professores estão precisando retomar as mobilizações e paralisações, porque a prefeitura vem descumprindo acordos salarias com a categoria.

Nem o atual prefeito Ademar nem Caetano, ambos do PT, ou Elinaldo e Tude, dos partidos da velha direita, são alternativas de mudança para o nosso povo. Afinal, todos de alguma forma já administraram Camaçari e nada fizeram para melhorar a vida dos trabalhadores, da juventude e da maioria da população. É necessário construirmos uma alternativa verdadeiramente da classe trabalhadora, a partir das nossas próprias mobilizações, realmente de esquerda e socialista, que supere o fracasso das administrações petistas, mas que combata com a mesma força os partidos da velha direita, que querem voltar para a Prefeitura. Uma alternativa que, entre outras propostas, defenda a prisão e o confisco dos bens de todos os corruptos e corruptores e, da mesma forma, a perda dos mandatos de todos os políticos comprovadamente envolvidos em corrupção.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Metalúrgicos e professores unificam manifestação em Camaçari



|Por Matheus Quadros, bancário e militante do PSTU Camaçari

A manhã desta terça-feira, 20/10, foi marcada por um importante ato em Camaçari que reuniu diversos trabalhadores e trabalhadoras do complexo Ford e também professores e professoras do município.

A mobilização metalúrgica é uma reação ao indicativo da empresa de demissão de cerca de 1500 trabalhadores. Já os professores cobravam o cumprimento do acordo firmado ao fim da campanha salarial e exigiam que não fossem repassados à educação municipal os efeitos da crise econômica.

Ambas as categorias escolheram o dia de hoje para lançar a mobilização pois o presidente da Ford visitou a cidade, juntamente com o governador petista Rui Costa, para o lançamento de um programa de estágios.

Um momento muito bonito marcou a manifestação, quando a passeata dos professores se aproximou, juntos metalúrgicos e docentes cantaram palavras de ordem, demonstrando o sentimento da necessidade de uma atuação conjunta entre as mais diversas categorias contra a política nacional de ajuste fiscal e contra as demissões.


A CSP Conlutas esteve presente com bancários em greve, professores e metalúrgicos. O professor Carlos Nascimento, representando a CSP CONLUTAS convocou a unidade entre as categorias, afirmando que "só uma greve geral poderá impor uma derrota ao ajuste fiscal".


Nós acreditamos que o ato de hoje é um exemplo que podemos unir forças contra os ataques do governo, contra o ajuste fiscal e contra os ataques aos direitos e empregos dos trabalhadores. É também um exemplo da disposição que trabalhadores e trabalhadoras tem para lutar e alcançar conquistas importantes.

O governador pressionado pela mobilização já indicou que ajudará nas negociações, mas a empresa ainda não se manifestou. Por isso, acreditamos que é importante que a diretoria do sindicato, em conjunto com as outras centrais e categorias proponha um calendário de mobilizações e que juntos possamos impor essa derrota ao projeto de cortes de emprego na Ford, assim como ao ajuste fiscal do governo Dilma, do governo Rui Costa e em especial aos ataques impostos pela prefeitura de Ademar em Camaçari.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Polêmica: a conjuntura nacional e as tarefas da esquerda socialista



Durante a heroica greve da Universidade Federal da Bahia (UFBA), se estabeleceram importantes discussões sobre a conjuntura nacional e as tarefas da classe trabalhadora e da esquerda socialista na complexa situação por que passa o nosso país.

Muitas discussões políticas importantes ocorreram nas reuniões do Comando de Greve e nas Assembleias Gerais de Professores e Estudantes.

O Blog PSTU Bahia reproduz uma dessas importantes discussões polêmicas entre os professores da UFBA: CARLOS ZACARIAS (História) e LUIZ FIGUEIRAS (Economia).

Ambos são críticos ferrenhos dos governos de Lula e de Dilma e, da mesma forma, da oposição burguesa da velha direita. Zacarias é militante do PSTU e Filgueiras um destacado aliado da esquerda socialista.

Mas, essa coincidência política não significa que eles concordem em todos os aspectos da análise da situação e da conjuntura e nem sobre todos os caminhos que devem ser adotados pela esquerda socialista.

Os dois primeiros artigos publicados, se referem as polêmicas nas discussão que levaram os professores da UFBA rejeitarem, em assembleia, a participação nas manifestações organizadas principalmente pela CUT., MST, UNE e a CTB, no dia 20 de agosto.

E, continuam, nos últimos artigos, discutindo o real significado da Marcha Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras, convocada pela CSP Conlutas e as entidades e movimentos que participam do Espaço de Unidade de Ação, realizada no dia 18 de setembro, em São Paulo.

O “pano de fundo” das polêmicas são a crise econômica que vive o nosso país e a crise política por que passa o governo Dilma; e a postura que a esquerda socialista deve ter em relação a este governo de conciliação de classes.

Boa leitura!

TEXTOS DO PROFESSOR FILGUEIRAS -

TEXTOS DO PROFESSOR ZACARIAS -