ACM Neto: o que as pesquisas não dizem, a realidade nos conta

No “reino” do prefeito “Netinho” Salvador é vendida como a cidade do turismo, como diz o ditado popular, pra “inglês vêr”

Governador Rui Costa (PT): caviar para a classe média e os turistas, lata de sardinha para os trabalhadores

O governador do PT declara que é preciso criar linhas especiais para atender um setor da classe média que não se sente atraída pelo transporte coletivo de Salvador.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

É PRECISO UNIFICAR AS CATEGORIAS EM GREVE PARA DERROTAR A INTRANSIGÊNCIA DO GOVERNO

O Governo Dilma tem demonstrado que pretende derrotar as campanhas salariais através de medidas anti-sindicais, como o desconto dos dias parados e a intervenção na Justiça para atacar o direito de Greve. Os trabalhadores já entenderam que a melhor resposta para isso é a unidade das categorias que estão em luta. Mas, infelizmente, nem todos pensam dessa forma na direção do movimento sindical.
Na última quinta-feira, 06, ocorreria uma passeata unificada entre bancários e trabalhadores dos Correios no Comércio, centro de Salvador. Mas o que era para ser um ato unitário, fortalecendo as greves das duas categorias, acabou se transformando em frustração para os trabalhadores.
A passeata não se realizou em virtude da diretoria do Sindicato dos Bancários da Bahia, filiado à CTB, e da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios da Bahia, filiado à CUT. As duas partes alegam divergências ou falha de comunicação entre as entidades. Com estas desculpas,  as duas centrais governistas contribuíram para dividir os trabalhadores e facilitar a imposição das medidas do governo.
Os bancários e carteiros, que sairiam em passeata para mostrar que estavam unidos contra a política de arrocho salarial do Governo Dilma, ficaram atônitos diante da atitude dos dirigentes sindicais. Na base das duas categorias sempre houve disposição para unificar as lutas.
Dois dias antes, a CTB e a CUT estavam de mãos dadas para orientar o fim da greve dos trabalhadores dos Correios. Os mesmos que brigaram e impediram a realização da passeata estavam unidos na hora de acertar o acordo rebaixado com a direção da ECT. A proposta indecente incluia o desconto dos dias de Greve. Felizmente, os trabalhadores rejeitaram o acordo por unanimidade. 
A passeata unificada serviria para dar visibilidade à Greve das duas categorias, fortalecendo a mobilização por reajuste salarial digno e melhores condições de trabalho. Devemos exigir da diretoria das duas entidades a construção de uma manifestação em conjunto o mais rápido possível!
Nós que construímos o MNOB/BA  e a CSP Conlutas consideramos que nenhuma divergência aparente ou falha de comunicação entre os sindicatos servem como justificativa para o que aconteceu. A unidade dos trabalhadores é uma necessidade e deve ser colocada em primeiro lugar! Os dois sindicatos devem unificar as categorias em Greve e romper com o Governo Dilma para travar uma luta conseqüente em defesa dos trabalhadores e da sua unidade!
Reajuste digno já!
Não ao desconto dos dias parados!
MOVIMENTO NACIONAL DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA/BAHIA - FILIADO À CSP CONLUTAS

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

PSTU na Mídia.

Veja abaixo a matéria do Portal "Camaçari Notícias" com Índio, militante do PSTU e do Movimento Operário Metalúrgico (MOM).



"Camaçari precisa de sangue novo", diz presidente do PSTU no município

Milane Magalhães/ Cn1

O presidente do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados) de Camaçari visitou a sede do Camaçari Notícias, na manhã desta quarta-feira, 05, em pauta estava a criação do diretório provisório do partido na cidade.

O PSTU já existe em Camaçari há um ano, mas foi legalizado no mês passado. José Wellington dos Santos, mas conhecido como Índio é o presidente do partido, e ressalta a sua liderança política por já fazer parte do MOM (Movimento Operário Metalúrgico), além disso, ele trabalha na Ford desde 2002.

O partido tem como objetivo construir uma alternativa de esquerda na cidade, pois para o presidente todos os partidos que se consideram de esquerda, quando chegaram ao poder, acabaram se juntando e tendo as mesmas ações que os de direita. “Camaçari precisa de sangue novo, o DEM, o PT, PSDB e o PMDB todos têm as mesmas atitudes, defendem uma idéia, mas acabam se juntando aos empresários e latifundiários, para o nosso partido independência financeira é independência política!”, reforça Índio.

Além de Índio, o partido também tem outra figura pública que é o Professor Carlos, que se candidatou a Deputado Estadual nas eleições de 2010. O PSTU começará nos próximos meses a pensar quais serão os nomes que o partido irá lançar à candidato no legislativo municipal, ou para prefeitura de Camaçari.

“O partido tem como objetivo traçar um programa a serviço dos trabalhadores, estudantes. E desta forma estaremos também atingindo a toda população. Queremos discutir, colocar e solucionar problemas centrais como a saúde e a educação”, defende Índio.

Quem se interessou pelo partido e quiser filiar-se poderá procurar os dirigentes na próxima sexta-feira (07) e sábado (08) na Praça Desembargador Montenegro, das 10 às 14h. Ou na sede provisória do PSTU que fica localizada na Avenida Padre Paulo nº 66, na Nova Vitória.

“Eu agradeço a oportunidade que o Camaçari Notícias está dando ao partido, essa é a primeira vez que estamos dando entrevista a um meio de comunicação, esperamos ter espaço assim como todos os outros partidos tem”, finaliza o presidente.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Bancários da Bahia reafirmam o movimento grevista!

 Wellington Gardim, bancário e militante do PSTU-BA
 
Wellington Gardim, do MNOB-BA
A assembléia dos bancários ocorrida ontem (03/10) reafirmou a continuidade da Greve e aprovou a construção de mais uma passeata unificada com os trabalhadores dos correios. Na ocasião, os bancários receberam a solidariedade de outros setores que estão em luta.

O representante da ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre), Leonardo Polli, trouxe a solidariedade da juventude, resgatando que a nossa luta contra os banqueiros e os ataques do governo é a mesma. A ANEL está na linha de frente da construção da Campanha pelos 10 % do PIB para a Educação.

Uma representante dos Servidores das Escolas Técnicas Federais (SINASEFE) ressaltou a necessidade de unificar as campanhas salariais e solicitou apoio à Greve que eles constroem há cerca de dois meses contra a política de arrocho salarial do Governo Dilma.

Os militantes do MNOB-BA, movimento de oposição à atual direção do sindicato dos bancários, fizeram falas apontando a unificação das categorias em greve como forma de fortalecer as lutas contra os ataques do governo Dilma. Fizeram denúncia da relação entre o governo e os banqueiros, além de repudiar a intransigência nas negociações. Também levaram informações sobre os acordos fechados nas campanhas salariais do bancários do Banco Regional de Brasília, que conseguiram reajuste de 17,45%, e do Banpará, que conquistaram licença-prêmio e o abono total dos dias de greve. Para o MNOB esse precisa ser o novo patamar para as negociações com os demais bancos e o governo.

Mais uma vez o MNOB-BA posicionou-se contra qualquer forma de retaliação aos grevistas, seja através do desconto ou da compensação dos dias parados, exigindo do sindicato iniciativas jurídicas e a pressão sobre o governo para evitar a punição dos bancários em greve.

A próxima assembléia dos bancários está marcada para a próxima quarta-feira, dia 05, às 18h, no Ginásio de Esportes dos Bancários, Ladeira dos Aflitos. Já a passeata unificada com os trabalhadores dos correios deve ser confirmada ao longo da semana. A próxima quinta-feira é o dia previsto para a realização da manifestação.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

PSTU-BA retoma Secretaria de Mulheres

foto: Paula Gomes


Na tarde de sábado, 10 de setembro, uma reunião de mulheres do PSTU - BA, entre elas estudantes e trabalhadoras, marcou a reabertura da Secretaria de Mulheres do partido no Estado. Com a presença de Ana Pagu, da Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU, o encontro debateu a importância das secretarias como instrumento de formação de uma nova geração de feministas revolucionárias. “Formar as nossas fileiras numa perspectiva feminista revolucionária, conduzir a luta feminista como parte fundamental da luta de classes e combater o machismo de forma concreta na sociedade deve ser encarado como alguns dos papéis deste instrumento”, afirmou Pagu.

Ao longo da discussão, as militantes destacaram como o machismo está naturalizado na nossa sociedade e que a sua reprodução só beneficia o capitalismo. “O machismo, no seio da classe trabalhadora, serve para dividir os trabalhadores e, portanto, melhor nos explorar”, argumentou Lais Moreira, responsável pela secretaria de mulheres na Bahia. Sustentado no mito da "inferioridade da mulher" em relação ao homem, o machismo encontra nos espaços mais cotidianos da vida da classe trabalhadora (na escola, na família, na mídia, nos espaços culturais, entre outros) maneiras para se propagar, reforçando a opressão e a superexploração das mulheres trabalhadoras em todo o mundo. Nesse sentido, as militantes apontaram a importância da organização das mulheres trabalhadoras na luta contra o machismo, de modo a afirmar a mulher enquanto sujeito histórico e político! A luta, hoje, contra qualquer forma de opressão é parte fundamental da luta por uma sociedade comunista, feita de novas mulheres e novos homens.

No final do debate, as militantes participaram de uma dinâmica onde homenagearam as mulheres de grande importância para cada uma: a exemplo de militantes históricas revolucionárias, mas também mães, amigas, camaradas, companheiras do cotidiano, todas mulheres guerreiras, admiradas e amadas, que são referências de luta e de vida para cada uma.

O PSTU saúda a reabertura da Secretaria de Mulheres da Bahia. Esse é mais um passo em defesa da classe trabalhadora, na luta pelo fim das opressões e pelo socialismo, pois entendemos que não há libertação real para as mulheres por dentro do capitalismo. Pelo fim da desigualdade, da violência, da exploração e da opressão à mulher, a secretaria de mulheres se pinta de vermelho e vai à luta!

veja mais fotos da atividade aqui. 

sábado, 10 de setembro de 2011

Matéria no Jornal A Tarde sobre o Grito dos Excluídos destaca participação do PSTU

Clique na Imagem para melhor visualização





sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Na Bahia, PT e o PCdoB não se sentem mais “excluídos” e abandonam o Grito

Matheus Quadros e Anderson Santos


Já é tradição em Salvador a participação dos diversos movimentos sociais e partidos nas festas e protestos populares. Um dos mais tradicionais, que ocorre simultaneamente em vários estados, é o Grito do Excluídos. Em paralelo às comemorações oficiais da Independência, o Grito em Salvador é um espaço dos setores oprimidos da sociedade, por uma verdadeira soberania do país.

A população geralmente aguarda pacientemente a passagem do Grito, após todo o cortejo oficial, encontrando palavras de ordem e bandeiras dos movimentos que refletem suas angústias cotidianas.

Neste ano, algo estranho chamava atenção dos ativistas: “porque o ato estava tão vazio?”. De acordo com a Polícia Militar, pouco mais de 5 mil pessoas acompanharam o Grito. Aos olhos mais atentos, porém, o vazio não era só quantitativo, mas principalmente uma ausência política, remetia imediatamente à ausência de partidos tradicionais, de grande influência entre os trabalhadores. Falamos aqui principalmente do PT e do PCdoB.

No ataque cotidiano aos trabalhadores, o PT e o PCdoB constroem a traição...
Dilma, usando a desculpa da crise internacional, em seus sete meses de governo já cortou no início do ano R$ 50 bilhões do Orçamento, vetou o aumento real dos aposentados e do salário mínimo, ampliou a meta do superávit primário em mais de R$ 10 bilhões para acalmar os banqueiros. Neste momento, com o apoio dos traidores da CUT e CTB, intensifica a política de ceder uma infinidade de incentivos às grandes empresas, através do Plano Brasil Maior.

Na Bahia, além do pacote das privatizações anunciadas (cartórios, aeroporto, Fonte Nova, metrô, pedágios), a série de nocautes que Wagner impõe para o servidor público não pára.

Agora, colocou as mãos no PLANSERV. O Projeto de Lei que restringe a utilização do PLANSERV pelos servidores foi aprovado no dia 31/08 pela Assembléia Legislativa, em mais um rolo-compressor do governo e de seus dedicados dirigentes sindicais. Com o sistema de co-participação, o servidor tem uma cota limitada para consultas e procedimentos e terá de pagar mais por um plano já precário.

Outros ataques chegam dos patrões, que forçam os trabalhadores a cargas horárias cada vez mais desgastantes. Os salários seguem baixos e recentemente o criminoso descaso com a segurança tirou a vida de nove operários da construção civil em Salvador.

Há muitos motivos para protestar, mas partidos de tanta influência nas categorias, como o PCdoB na construção civil, em professores estaduais, bancários e no judiciário, ou o PT, entre químicos e petroleiros, se escondem dos trabalhadores e não participam do Grito.

...nos “dias de festa”, o PT e o PCdoB se mostram cada vez mais adaptados ao regime
Os veículos da mídia baiana, ao reportar a corriqueira passagem do 7 de Setembro e do Grito, expuseram a ausência dos partidos de direita e de esquerda. De acordo com o jornal A Tarde, a “autoexclusão” dos partidos no Grito tem a ver com o fato de que, por não ser um ano de eleições. Por isso , seria “normal” que os partidos não se apresentassem no ato.

Nossa opinião é de que isso só é verdade para os partidos que tem no oportunismo eleitoral a sua razão de existir. O PT e o PCdoB adotam cada vez mais essa postura oportunista e se excluem do ato em anos não eleitorais. Vão tornando-se partidos da ordem, eleitorais, repetindo o método dos velhos partidos da direita tradicional (DEM, PMDB e PSDB).

Acabam por arrastar sindicatos, centrais e entidades estudantis, como CUT, CTB e UNE, para a mesma trajetória política de abandono das bandeiras dos trabalhadores, em troca de benesses cada vez mais pomposas, frutos de corrupção, burocratização da máquina pública e cooptação de seus quadros para cargos políticos.

Cada vez mais as máscaras do PT e do PCdoB vêm caindo. Ainda que reivindiquem estar ao lado dos trabalhadores, a ausência no ato desta quarta-feira apenas expõe uma realidade. PT e PCdoB estão perfeitamente adaptados ao regime dos patrões e utilizam sua influência junto aos trabalhadores para legitimar os ataques do governo Dilma. São eles os traidores que costuram na base das categorias, por meio de suas entidades burocratizadas, a aceitação aos ataques dos patrões e se fortalecem através das alianças com eles.

A conclusão  óbvia é que estas duas ferramentas em nada podem contribuir com a luta e emancipação dos trabalhadores. Hoje apenas servem à manutenção da exploração dos trabalhadores. Ou seja, não são mais excluídos, são parte fundamental da engrenagem capitalista e por isso não têm motivos para “perder” um feriado marchando pelas ruas junto aos trabalhadores.

“Apesar de você”, um partido pra lutar...
Para o PSTU, é fundamental a aproximação de um partido como o nosso da luta incessante dos trabalhadores. A participação no Grito dos Excluídos é parte do nosso calendário como forma de denunciar os ataques do governo e estar junto aos trabalhadores. Nesse ano foi o ataque ao PLANSERV, a denúncia às privatizações de Wagner e a campanha de 10% do PIB pela educação. Nos próximos, seguiremos dedicando nossa intervenção neste ato, construindo a luta dos trabalhadores.

Para nós, o Grito dos Excluídos não serve como espaço de autopromoção partidária, mas justamente para dialogar com a população que o país precisa de uma segunda independência, que faça com que o país deixe de enviar quase metade do orçamento para os banqueiros internacionais. E para discutir que suas mazelas cotidianas e a exploração só terão fim quando os trabalhadores forem para as ruas e construírem um novo sistema social: o socialismo.