ACM Neto: o que as pesquisas não dizem, a realidade nos conta

No “reino” do prefeito “Netinho” Salvador é vendida como a cidade do turismo, como diz o ditado popular, pra “inglês vêr”

Governador Rui Costa (PT): caviar para a classe média e os turistas, lata de sardinha para os trabalhadores

O governador do PT declara que é preciso criar linhas especiais para atender um setor da classe média que não se sente atraída pelo transporte coletivo de Salvador.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Solidariedade aos familiares dos companheiros mortos em Salvador

A defesa de nossas vidas dependerá de nossa união e luta contra os empreiteiros e os governantes que buscam manter-se na riqueza e no poder sobre os cadáveres dos operários

Atnágoras Lopes

É com profunda dor e indignação que externamos, em primeiro lugar, nossos mais sinceros votos de pesar aos familiares e amigos de nossos nove companheiros que ontem nos deixaram, vítimas de um acidente de trabalho em um canteiro de obras em Salvador, no estado da Bahia.

Nesse difícil momento queremos nos dirigir também aos milhares de operários da construção em Salvador e prestar-lhes a nossa solidariedade de classe e também dizer-lhes de nossa crença de que será somente a partir da reação e luta de nossa categoria, como agora vocês estão fazendo, que poderemos reverter esse cenário de tamanha exploração e desprezo dos empresários e governantes pelas nossas vidas.

Temos milhões de motivos para nos entristecermos e nos indignarmos nesse momento de tamanha perda, mas temos também o desafio de encontrar forças para organizar nossa revolta e transformá-la em uma ação unitária de nossa categoria pra enfrentar e reverter esse cenário tão macabro, que se alimenta da ganância dos empresários, da conivência e da inércia dos governantes.

Não ficaremos assistindo às propagandas do “desenvolvimento” do país, como se isso estivesse beneficiando a vida de quem trabalha enquanto, na verdade, esse tal crescimento está se dando às custas de nossas péssimas condições de trabalho, de saúde, de salário e de segurança. Oficialmente, no ano passado, foram 379 mortes por acidente de trabalho em nosso país, isso sem contar algumas dezenas de milhares que certamente não foram registradas nos cálculos do governo.

É preciso que sejamos solidários uns com os outros, apoiar e dar força aos familiares de nossos camaradas. Assim, saudamos a unidade e atitude de nossos companheiros da Bahia que nesse momento se levantam em marcha e lutam contra essa situação.

Em meio à dor e indignação, nossa categoria tem encontrado forças para gritar!

Contra essa situação já ocorreram várias lutas só neste ano, manifestações e gritos de resistência de nossa categoria. Por exemplo, no último dia 28 de abril os trabalhadores da Construção Civil de Belém paralisaram suas atividades exigindo mais segurança nos canteiros; ação idêntica farão nossos companheiros de Fortaleza no próximo dia 18 em protesto contra as 16 mortes ocorridas só este ano naquela cidade. Foi exatamente contra as péssimas condições de trabalho que, no início desse ano, cerca de100 mil operários das obras do PAC se levantaram em greve e protestos em todas as regiões de nosso país.

Está evidente que a defesa de nossas vidas dependerá de nossa união e luta contra os empreiteiros e os governantes que buscam manter-se na riqueza e no poder sobre os cadáveres de nossa categoria. Afinal, como vivem hoje os filhos de nossos milhares de companheiros que tombaram?

Quantos empresários ou governantes foram punidos?

Por que o governo sabe que um contingente de 3 mil auditores fiscais é absolutamente insuficiente para fiscalizar todas as obras de nosso país e não faz nada?

Por que somos obrigados a andar nesses elevadores externos, por dezenas de andares, se a engenharia e a tecnologia permitem e possibilitam condições para que, desde a primeira laje, já se instale os elevadores definitivos que, como sabemos, não andam caindo e matando os milhões que moram nos prédios que nós construímos?

Além de nosso pesar, de nossa dor e de nossa indignação é hora de juntar as nossas forças, unificar nossa categoria e em nome dos que tombaram e em defesa das nossas vidas, exigir:

Chega de mortes nos canteiros!


Atnágoras Lopes é operário da construção civil de Belém (PA) e membro da Executiva Nacional da CSP-Conlutas e militante do PSTU

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Boletim do PSTU-BA sobre Educação

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O PSTU-BA apóia chapa 2 nas eleições da APLB





A categoria tem opção! Esse é o lema da chapa de oposição que concorre, nos dias 04 e 05 de agosto, as eleições da APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia). Há mais de 15 anos, as eleições do maior sindicato de servidores públicos do Nordeste não têm confronto de chapas. A cada dois anos, o mesmo programa era apresentado aos professores e professoras como a única saída possível para a categoria. Isto porque, durante todo este período, as tentativas de formação de chapas de oposição eram impugnadas pela comissão eleitoral, controlada pela chapa da situação (PCdoB/CTB).

Em 2011, essa situação mudou. A categoria tem uma alternativa independente do governo e combativa. A Chapa 2 -  APLB pra lutar: oposição de verdade é uma resposta ao imobilismo, aparelhamento e antidemocracia que o sindicato vive há mais de uma década. 

Composta pela CSP-Conlutas, Intersindical e professores e professoras de todo o Estado, a chapa é fruto da indignação com os mandos e desmandos da direção da APLB.

Há mais de um ano, a direção do sindicado (PCdoB/CTB) não convoca uma assembleia, um exemplo significativo da falta de democracia do sindicato. Este importante instrumento da classe trabalhadora não tem sido controlado pela categoria, mas sim por uma direção burocratizada e atrelada ao governo estadual e federal. Base governista (PT), a direção do sindicato tem se furtado do enfrentamento direto com o Governo Wagner, freando, sistematicamente, as lutas dos professores estaduais e municipais. Na luta pelo pagamento da URV, por exemplo, a diretoria culpabiliza a Justiça pelo não pagamento. A “justiça lenta” seria a grande responsável pela não conquista deste direito. No entanto, o sindicato não diz que são os Recursos do Governo Wagner impetrados na Justiça que retarda as negociações; que o Governo Wagner repete a mesma política do Governo carlista de Paulo Soto ao tentar protelar, para os próximos governos, o pagamento deste direito; o sindicato não diz, enfim, que o entrave hoje do pagamento da URV é uma escolha política do Governo do PT/PCdoB.

Neste ano, por exemplo, a educação baiana sofreu um forte ataque do Governo Wagner com a imposição do Decreto 12.583/11 que atingiu, com corte de verbas, todo o funcionalismo público estadual.  O decreto foi a versão estadual do corte no orçamento de mais de 50 bilhões feito por Dilma no início do seu mandato. Mesmo com este grande ataque, e com o exemplo dos professores das Universidades estaduais que entraram em greve contra o decreto, a direção da APLB não mobilizou a categoria e sequer iniciou uma discussão sobre os efeitos do decreto para os professores e a educação.

A insatisfação com a atual direção do sindicato só tem aumentado. Em diversas cidades baianas, novos sindicatos foram formados para representar a categoria. Além disso, o reduzido número de filiados e as freqüentes desfiliações à APLB demonstram o nível de desgaste da sua direção.

A Chapa da Oposição surge nessa conjuntura com o objetivo de fortalecer o sindicato, de retomar a democracia nos seus fóruns de deliberação e resgatar a combatividade da categoria! O seu programa retoma os princípios da independência e autonomia frente a qualquer governo como pressuposto necessário para travar as lutas dos professores e professoras de forma consequente no Estado.

Em 2011, durante toda a campanha, as escolas municipais e estaduais estarão vestidas com cartazes, adesivos e jornais da Chapa 2. Os professores já estão vestindo a camisa e a oposição recebe, cotidianamente, declarações de apoio. São os professores, em cada cidade, reafirmando que, nos dias 04 e 05 de agosto, a categoria tem opção!

O PSTU-BA apóia essa iniciativa e coloca a disposição da chapa os seus militantes.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Um programa socialista na Televisão Brasileira!

domingo, 3 de julho de 2011

Amanda Gurgel participa do 2 de julho e lança campanha nacional contra o PNE e pelos 10% do PIB para Educação na Bahia


No dia em que se comemora a Independência da Bahia, 2 de julho, Amanda Gurgel esteve na capital baiana e participou do cortejo que aglutina movimentos sociais, partidos políticos e a população nas ruas do centro histórico de Salvador para resgatar as mobilizações do recôncavo baiano que expulsaram as últimas tropas dos colonizadores portugueses do Brasil em 1823.

A professora Amanda Gurgel participou do Bloco da ANEL-BA e, ao lado da juventude baiana, lançou, no Estado, a campanha Nacional contra o novo Plano de Educação (PNE) do Governo Dilma e por 10% do PIB para Educação. Com faixas, palavras de ordem, batucadas, o bloco foi muito bem recebido pela população. Moradores e trabalhadores que assistiam o cortejo parabenizavam a campanha e declaravam o seu apoio à luta em defesa da Educação, saudando a garra de Amanda Gurgel que na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte denunciou a atual situação da Educação no Estado e em todo o país.

Amanda ainda esteve presente no Bloco da Oposição à atual direção da APLB  (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia) e no bloco dos professores das Universidades Estaduais Baianas que recentemente estiveram em greve por melhores salários e contra o corte de verbas no Ensino Superior.

O PSTU -BA também esteve presente no cortejo. Com sua militância, levantou a bandeira por uma segunda Independência do Brasil e pelo não pagamento da dívida externa. A luta contra as opressões também foi tema do bloco que animou as ruas da cidade com palavras de ordem.

Galeria de fotos
2 de Julho com Amanda Gurgel

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CONVITE: Seminário 140 Anos Comuna de Paris - Salvador-BA

Como parte das atividades comemorativas dos 140 anos da Comuna de Paris, organizada nacionalmente pelo CEMARX-UNICAMP, o Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos na Bahia (ILAESE-BA) e o CEMARX-UNEB realizarão, em Salvador, o Seminário "A Comuna de Paris, 140 anos depois". Nos dias 10, 11 e 12 de maio, na UFBA e na UNEB, historiadores, cientistas políticos e sociólogos resgatarão a História da Comuna, a primeira revolução operária da história mundial. Quatro mesas irão compor o seminário: A Comuna de Paris na História; A questão da Transição; Os Trabalhadores e a Comuna; A Comuna e o Estado. Veja abaixo o cartaz de divulgação do Seminário e o folder com a programação do evento.

O seminário é gratuito e aberto a todos os interessados!